segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

A combustão espontânea

Desde o seu primeiro dia de vida, esta página destacou-se, não só em Espanha ou em espanhol mas também em inglês e nos quatro continentes, como uma das páginas que mais tem contribuído para a análise geoestratégica da actual situação e da situação mundial num futuro próximo. Poucas páginas e/ou pessoas podem dizer o mesmo. Desde logo, nem uma página em Espanha nem um noticiário, um relatório ou uma reportagem de investigação deu mais aos seus leitores do que nós. Nós, por agora, somos só eu, Daniel Estulin. Em Setembro incorporaremos algumas das pessoas mais brilhantes da actualidade nos campos da política internacional, para escreverem tanto na secção em inglês como na em espanhol. Daremos um salto qualitativo na qualidade da informação e na sua envergadura. Os leitores e sobretudo os acontecimentos com que nos deparamos diariamente exigem-no.

A mesma lógica que utilizei para informar acerca do Pico do Petróleo, o negócio das drogas, o crime organizado dos políticos, as sociedades secretas, George Soros, a destruição do Canadá, Alexander Litvinenko, Bilderberg, Comissão Trilateral, etc., etc. agora exige algo diferente. Esse algo dá pelo nome – pensamento conceptual. Para mudar o mundo a muito curto prazo, temos que mudar radicalmente a nossa forma de pensar. Quando montei a minha página, este foi um dos meus propósitos mais urgentes. Digo-o, porque diariamente recebo centenas de correspondência na qual os leitores me dizem que não estou a ser muito compreensivo com eles e que não reconheço o muito que estão a fazer para mudar as coisas. Dizem-me que trabalham muito para manter a família e que não podem fazer mais. Não peço mais, na realidade nunca pedi nada a ninguém. Peço simplesmente que recordem que a única forma de mudar o mundo é entender como funciona realmente o dinheiro. Aposto seja o que for, em como 99% dos leitores continuam a manter o seu dinheiro em grandes bancos ou caixas de aforro, com os seus planos de reforma investidos em algum fundo de investimentos na bolsa. O dinheiro tem as suas próprias regras. De facto o mundo actual é dirigido por duas máximas primárias – a geografia e o dinheiro. A geografia, em todos os sentidos da palavra influencia o dinheiro. O petróleo é apenas um dos muitos exemplos das novas alianças a curto prazo que vinculam a geografia à massa.

Quão perto estamos de uma revolução? Perguntou-me um leitor. Qualquer leitor venezuelano, do Panamá, argentino, brasileiro, boliviano, peruano e equatoriano conhece demasiado bem a resposta. As revoluções são feitas pelas pessoas e pelos povos que não conseguem dar de comer à sua família. Quando os filhos começam a morrer de fome, os pais perdem o medo e saem à rua. Os que me fazem essas perguntas, obviamente não são suficientemente pobres, ainda. E, portanto, por enquanto ainda têm bastante que comer.

Também muitos, na sua correspondência, acusam-me de “aviltar” os “activistas” como Michael Moore pelo “seu bom trabalho em nome da liberdade.” Posso aceitar essa crítica sem dizer nada que algum ouvinte da Ana Rosa Quintana ou da Cármen Sevilla ou de Los del Rio. Normalmente, esses ouvintes são pessoas quase analfabetas e acreditam cegamente em tudo o que lhes contam nas páginas do coração. Mas fico surpreendido quando as pessoas, algumas que já lêem esta página há mais de seis meses, me dizem algo do género. Vamos a ver.

Os que acreditam que More ou Al Gore são guerreiros nobres que lutam pela liberdade em nosso nome, sofrendo por causa da sua valentia contra as forças do mal, deviam dar-se conta que enquanto alguns de vós são obrigados a apanhar o metro ou o autocarro para andarem pela cidade, Moore, para se movimentar do ponto A para o ponto B, utiliza um jacto privado tipo Gulfstream. Não esquecemos, também, os convites VIP para congressos do partido republicano. Uma vez mais, Moore e Gore são os guardiões do Império, posando como activistas. Moore está convencido de que não havia nenhuma conspiração governamental estadunidense no 11 de Setembro: ou seja, segundo ele, o governo não esteve envolvido de maneira nenhuma. Além disso, Moore chama a qualquer pessoa que discorde dele de idiota. Os “activistas” estadunidenses anti Bush partem-se a rir com Moore. Anti Bush, em linguagem política americana, significa ser pró Democrata. Os democratas e os republicanos trabalham para o dinheiro. O dinheiro tem as suas próprias regras. A política é, meramente, uma ferramenta de controlo das massas. Depois de seis meses e quase 200 artigos originais, isto ainda não ficou clarificado? Moore e Gore estão no negócio de promover Moore e Gore.

As pessoas que seguem Moore, Gore, Hillary e Obama jamais, mas jamais, conseguirão mudar seja o que for. Só conseguirão ficar mais pobres. O dinheiro tem as suas próprias regras e devíamos compreender isto o quanto antes.

A Turquia e a liberdade

Boas noites a todos. Já me encontro em Madrid. Tenho muitas novidades por contar. Primeiro, tenho que dizer que o povo turco é extremamente valente, honrado e consciente dos perigos que constitui a Europa para o seu bem-estar. Há 3 semanas, mais de 2 milhões e meio de cidadãos turcos saíram às ruas para protestar os planos do governo do primeiro-ministro Erdogan em pedir a admissão da Turquia na Europa. Ao contrário do que nos contam os meios de comunicação social corporativa da Europa, a esmagadora maioria dos turcos não querem ter nada a ver com a Europa.

Vamos por partes.

Durante os quase três dias que passei em Istambul e as 14 entrevistas televisivas, posso-vos dizer que, em absoluto, todos os partidos políticos não relacionados com a Bilderberg – sejam esquerda, direita, comunista, extremista, muçulmano radical – estão a trabalhar de forma unida contra os planos de Erdogan, membro a tempo inteiro do Clube Bilderberg.

As eleições na Turquia no dia 22 de Julho, foram o microcosmo de como a maquinaria do Clube Bilderberg funciona na realidade. Quando Erdogan venceu as últimas eleições há quatro anos, ele e o seu partido islâmico radical, AKP, prometeram reformar-se, moderar-se e procurar levar a cabo uma cooperação muito mais estreita com o ocidente. Assim fizeram. O alívio inicial dos cidadãos moderados da Turquia, que são na realidade quase todos, ao contrário do que nos metem na cabeça os órgãos de comunicação social de Espanha, deu origem a uma profunda indignação quando Erdogan e a sua gente começaram a vender todos os bens do país aos interesses ocidentais, maioritariamente estadunidenses, britânicos, franceses e alemães. Actualmente, para exemplificar, todos os bancos do país estão nas mãos das grandes multinacionais. A privatização é a ordem do dia em todos os sectores do país. Os primeiros a sofrer com as consequências foram os do sector da saúde, um dos mais competentes e baratos do mundo.

Para que tenham conhecimento, os maiores entraves à inclusão da Turquia não são o Sarkozy nem os manda-chuvas de Bruxelas, são os próprios cidadãos turcos que melhor que ninguém entendem que unirem-se à Europa é perder a liberdade. Unir-se à Europa é converter-se numa versão ainda mais pobre que o México, que tem o papel do trabalhador sujo e analfabeto da América do Norte. É muito diferente o discurso quando o ouvimos de uma outra perspectiva, é verdade!

Assim sucedeu, tal como de igual modo aquando do voto do NÃO à constituição europeia por parte da França e da Holanda, quando a maior parte dos políticos e órgãos de comunicação social da Europa tentavam ameaçar e meter medo aos cidadãos com previsões apocalípticas e conspiranóicas, o governo de Ergodan e os think tanks do género dos RAND, Hudson e o American Enterprise Institute montaram uma campanha de desinformação em todos os órgãos de comunicação social afirmando que se o país não votasse favoravelmente ao partido de Erdogan, a Turquia seria invadida pelo Islão radical e se converteria num feudo do terrorismo internacional.

Quando os turcos repudiaram essa linha de argumentação, há aproximadamente um ano, Erdogan e os seus aliados passaram ao plano C. O plano C consiste em reduzir os direitos civis dos cidadãos alegando medidas de prevenção do terrorismo. As reduções seguem o padrão já muito visto na Inglaterra e nos EUA com fortes medidas de segurança, polícia e exército nas ruas para nos protegerem, supostamente contra a al Qaeda, controlos policiais em nome da paz (soa familiar?), escutas telefónicas (soa familiar?), encarceramentos e um estado geral de alto risco e inquietação. Supostamente, a Turquia, um país verdadeiramente livre, não iria permitir que um eminente ditador (soa familiar?) reduzisse os direitos dos cidadãos. Milhões saíram à rua exigindo a demissão do primeiro-ministro.

Reacção, os órgãos de comunicação ocidentais tais como Wall Street Journal, Financial Times, New York Times, The Chicago Tribune, CNN, Fox, a uma só voz começaram a criticar a política “anti democrática” de Erdogan. Como? Questionam-se muitos. Não é Erdogan um membro do Clube Bilderberg, tal como todos estes órgãos de comunicação social que supostamente o estão a criticar? Pois claro que sim! Então, que se passa? O que se passa, é a Bilderberg no seu estado mais puro.

Reduzir os direitos dos turcos, empurra os turcos moderados para a democracia e para a Europa. O partido turco que defende o “liberalismo de centro complacente na Turquia” anti Erdogan é liderado por Kemal Dervis. O slogan do seu partido é: Pela Europa com a Turquia à frente. Que bonito, é verdade! O problema é que Kemal Dervis também é membro do Clube Bilderberg, além de ser um internacionalista do género do Javier “o orgulho de Espanha” Solana. Já temos denunciado nesta página como Solana tem vindo a trair a Espanha.

Mesmo assim, a Bilderberg e os seus aliados estão a levar o assunto muito a sério. Há muito em jogo. Há 17 dias, as primeiras páginas de todos os órgãos de comunicação social não governamentais do país mencionaram os planos divulgados por alguém do seio do Instituto Hudson em relação à Turquia. Numa reunião secreta em algum lugar na Turquia, uns dias antes da última reunião do Clube Bilderberg em Istambul, Hudson, financiado com dinheiro da Corporação Rockfeller e liderado por Marie Josee Kravis, esposa de Henry Kravis do KKR, ambos do Clube Bilderberg, delineava vários planos para “convencer” os turcos da necessidade de se unirem à Europa. Segundo os detalhes assombrosos que figuravam em absolutamente todos os órgãos de comunicação social não governamentais do país, Hudson falava de “um pequeno atentado com entre 15 a 25 mortos”. Outro dos planos passava por desacreditar um dos parlamentares anti europeus do país substituindo-o por um seguidor do partido do Curdistão que fazia parte do mesmo partido, provocando uma rebelião dentro do partido quando este recém ascendido parlamentar apresentasse em público os seus planos de separatismo do Curdistão turco da restante pátria (soa familiar?).

Este jogo sujo era a última gota. O exército turco, o verdadeiro equilíbrio da paz no país, tomou conta do assunto. Os generais do Estado-maior avisaram de forma taxativa que não se deve brincar com a democracia. Porque será que tenho a sensação de que os cobardes deste país jamais fariam algo semelhante sem antes pedirem autorização a Zarzuela (palácio do rei de Espanha – ndt)?

Foi assim que, nas minhas entrevistas em horário nobre, vistas por milhões de turcos, pedi que apoiassem o exército, protegessem os interesses nacionais turcos e tratassem a Europa de igual para igual e nunca como um escravo trata o dono. De regresso ao aeroporto fui acompanhado por uma patrulha de furgonetas do exército turco e três viaturas da polícia.

Quando no programa com maior audiência no país na segunda-feira à noite me pediram que dissesse algo para encerrar o programa, disse ao povo turco que,

“Ao contrário do petróleo, a valentia é um recurso renovável. Estou tranquilo quanto ao futuro do vosso país maravilhoso, porque o povo turco demonstrou que tem valentia mais que suficiente. Chegou a altura dos governos nos começarem a temer a nós, cidadãos livres do mundo.” [consulte o original]

Os Senhores das Sombras

Bons dias a todos. Perdoem a pouca produtividade esta semana. Hoje, dia 4 de Outubro, foi finalmente publicado o meu mais recente e mais polémico livro, Os Senhores das Sombras (Los Señores de las Sombras, ainda não editado em língua portuguesa – ndt). O livro aprofunda a existência de uma rede de governos e de serviços secretos de espionagem que governam em segredo o tráfico de drogas e o terrorismo internacional. No meu ponto de vista, é muito sinceramente o meu melhor trabalho – mais bem escrito, mais completo, melhor investigado, mais elaborado e inclusivamente muito mais surpreendente que a saga Bilderberg.

As alianças secretas levaram-nos aos bastidores do poder em Washington, Londres, Roma, Paris, Moscovo e Israel; aos centros de operações dos serviços secretos italianos e ao Vaticano; a Mário Scaramella e aos cartéis de droga colombianos, às sedes centrais de algumas das fundações mais poderosas da direita do Estados Unidos e a sua relação clandestina com os sectores mais radicais do Islão. E, pelo meio, explicarei o que nos preparam para o futuro.

Espero que o meu novo trabalho de investigação vos agrade tanto ou mais que os dois livros sobre o Clube Bilderberg. Além disso, ficaria encantado com os vossos comentários. [consulte o original]

A verdade por trás do problema da Birmânia

O combate por alterações políticas na Birmânia, liderada pelos monges, chegou às primeiras páginas de todos os meios de comunicação do mundo. No seu discurso na assembleia das Nações Unidas, Bush denunciou a Birmânia como sendo um “regime brutal” (juntamente com Bielorrússia, Cuba, Irão, Síria, Coreia do Norte e o Zimbabué).

Os meios de comunicação ocidentais, em compasso com o governo estadunidense, criaram a impressão de que as manifestações na Birmânia são “a favor da democracia” e contra a tirania política. Isso, sem excepção, é desinformação institucional. Na realidade, a questão relaciona-se com os preços “do pão e da manteiga”.

O New York Times, na sua edição de 24 de Setembro, explica no último parágrafo que os protestos começaram no passado “dia 19 de Agosto como reacção a um brusco e repentino aumento no preço da gasolina de 500% que, por consequência, aumentou os preços dos bens de consumo e dos transportes.”

Os protestos estão a ser liderados por estudantes e por monges. Os monges, por sua vez, denunciaram o governo por “empobrecer e depauperar” o povo. A linguagem das denúncias dos manifestantes não faz uma única referência à liberdade nem à democracia, termos tanto favorecidos e promovidos pela comunicação social corporativa estadunidense.

O “problema” principal de Washington com o governo da Birmânia está ainda menos relacionado com “o regime brutal” ou o “eixo do mal”. Os Aliados estadunidenses, como a Arábia Saudita, o Egipto, a Etiópia e o Iraque de Saddam Hussein nos anos 80 são/foram regimes sangrentos, plenamente apoiados pelo governo americano e obsequiados com a necessária protecção diplomática. Um dos problemas com a Birmânia está relacionado com os seus mercados, terras e recursos naturais não estão completamente abertos à exploração por parte dos interesses corporativos e financeiros ocidentais.

Não há dúvida de que o actual líder do país, o general Than Shwe, um semi analfabeto e um ditador desprezável, deveria ser julgado por crimes contra a humanidade por algum legítimo e competente Tribunal Internacional de Justiça. Mesmo assim, por trás da agenda americana do “regime brutal” existe um lado muito mais obscuro e pouco conhecido que se soletra – O NEGÓCIO DA DROGA.

Erradicar a droga é mau para o mundo financeiro

Segundo o Departamento de Drogas e Crime das Nações Unidas, o Triângulo Dourado (Birmânia, Laos e Tailândia) perdeu a sua relevância como principal fonte de ópio a nível mundial e, actualmente, conta como menos de 5% no abastecimento de ópio, um decréscimo significativo do pico de 70% há três décadas.

Pelo contrário, a Meia-lua Dourada e o Afeganistão, actualmente sob controlo das forças da OTAN e dos seus aliados, por outro lado, são os líderes absolutos do abastecimento e da produção de ópio, muito mais que a Colômbia e o Triângulo Dourado. O Afeganistão é a origem de 92% do ópio mundial, de acordo com os dados das Nações Unidas. O valor total da exportação total da colheita de ópio afegã, segundo a ONU, calcula-se em 3 mil milhões de dólares, metade do PIB do país. Pior que isso, 12% da população desse país de 23 milhões de habitantes, dedica-se exclusivamente ao cultivo do ópio. A maior parte da droga tem como seu destino final a Grã-bretanha, a Itália e a Espanha, segundo o já citado relatório da ONU.

Com as “forças da paz” da OTAN a controlar o país e o abastecimento de ópio afegão pela calada, alguém acredita ainda e realmente no conto de fadas de que a luta contra a droga se encontra a decorrer? Se a OTAN quisesse travar os senhores da guerra poderia fazê-lo numa questão de horas.

De facto, além de criticar o governo da Birmânia, a ONU devia dar plenamente o seu aval à Birmânia por esta liderar a luta contra a droga e a sua erradicação na zona de Shan, o epicentro do cultivo de ópio do país.

O que se oculta nas trevas?

A erradicação da droga do Triângulo Dourado está vinculada ao desenvolvimento geoestratégico que vai contra os interesses dos principais bancos ocidentais, os seus governos e as corporações transnacionais cujos sistemas financeiros e políticos defendem o fluxo bilionário que proporciona o nefasto negócio das drogas.

Os funcionários do combate à droga sustêm que a única maneira de acabar com a droga é acabar com os cultivos de papoila. Isso, sem excepção, iria francamente contra os grandes interesses dos governos ocidentais e de todas as instituições financeiras do mundo.

O dinheiro proveniente do tráfico de drogas é parte integral da economia ocidental. Anualmente, os dividendos gerados pelo comércio de estupefacientes rondam os setecentos mil milhões de dólares, livres de impostos, segundo a própria agência governamental estadunidense encarregada de monitorizar os fluxos de dinheiro a nível global. Setecentos mil milhões de dólares são demasiado dinheiro para se esconder nuns calções. São necessárias muita experiência e perícia para mover essa quantidade de fundos às escondidas. A ignorância, principalmente quando as transacções são ingentes, não é uma postura viável. Sem excepção, em cerca de cinquenta anos de lavagem de dinheiro da droga, foram poucas as pessoas que ficaram ao corrente de tão desagradável realidade. Porquê?

De facto, o dinheiro proveniente do tráfico de drogas é agora parte essencial do sistema bancário mundial porque proporciona o efectivo necessário para efectuar os “pagamentos mínimos mensais” do mercado especulativo nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.

O efeito multiplicador (x6) da lavagem de setecentos mil milhões de dólares daria como resultado a soma anual de quatrocentos e vinte biliões de dólares em transacções resultantes do comércio de estupefacientes.

O valor das acções das empresas quotizadas em Wall Street depende das procuras netas anuais. As acções são fracções de propriedade nas companhias que representam a equidade. O efeito multiplicador nas acções da bolsa por vezes pode atingir um factor trinta, porque os analistas financeiros acreditaram durante muito tempo que o ratio saudável entre preço e dividendo para qualquer tipo de acções deve ser de quinze ou, no máximo, de trinta para uma. De modo que, se considerarmos esta cifra como uma equação estritamente matemática, se acrescentarmos apenas um dólar à procura anual da companhia, isso resultará num valor agregado para o mercado da bolsa de trinta dólares.

Que significa isto no mundo real? Para a Grande Banca, ter um lucro adicional líquido de dez milhões de dólares graças ao comércio de estupefacientes significa que os dividendos em bolsa poderiam ascender a trezentos milhões de dólares. Mesmo assim, antes que possam injectar este dinheiro na conta dos resultados anuais, há que lidar com o efectivo malparado.

Os dividendos provenientes do lucrativo comércio de estupefacientes são ilícitos, coisa que não devem ignorar aqueles que tratam de compreender como funciona o infame negócio das drogas. E antes que esse dinheiro se possa utilizar de modo ilícito, há que ocultá-lo e lavá-lo. O dinheiro move-se tão rapidamente que, a menos que tenhamos controlo sob os sistemas informáticos que o manuseiam, ou dos programas que esses sistemas informáticos utilizam, é impossível rastreá-lo. Isto deveria ser suficiente para vos explicar porque é que o negócio de estupefacientes é um GRANDE negócio, dirigido, controlado e protegido por pessoas muito poderosas que trabalham juntamente com as instituições financeiras e com a banca dos dois lados do Atlântico; funcionários de vários governos e de importantes corporações cujas acções se compram e vendem nos mercados bolseiros mais importantes do mundo.

Além disso, as corporações podem ganhar uma quantidade extraordinária de dinheiro ao pedirem dinheiro ilegal emprestado aos particulares e às nações traficantes de droga, como a Colômbia, a juros muito baixos e investi-lo (lavá-lo) de modo a obterem lucros astronómicos. Quando se faz um empréstimo de cem mil milhões de dólares a um juro de cinco porcento a uma empresa gigantesca, o dinheiro retorna como efectivo e lícito.

O comércio de estupefacientes tem vindo a obter poder porque sustenta os investimentos das maiores empresas mundiais. A Wall Street não pode permitir que caiam os magnatas da droga. O Congresso não pode permitir que os magnatas da droga caiam. Os presidentes e as suas finanças para as campanhas eleitorais não podem dar-se ao luxo de que caiam os magnatas da droga. Porquê? Porque a economia mundial, controlada um porcento da população, não pode permitir o risco que seria (para os negócios ou para a política) atreverem-se a não utilizar o dinheiro da droga. E por cada milhão de dólares em vendas ou em dividendos incrementados com uma venda de acções, a liquides bolseira do um porcento que controla Wall Street aumenta entre vinte a trinta vezes.

Os políticos encontram-se directamente envolvidos e a sua capacidade de intervenção depende do apoio com que contam e do financiamento que os mantém no poder. Esta cumplicidade de interesses é uma parte essencial da economia mundial, o combustível que mantém a girar as engrenagens do capitalismo.

Aqueles que se tenham unido às críticas contra o governo totalitário da Birmânia, deviam compreender que as suas iniciativas estão a ajudar o desenvolvimento da agenda oculta do “homem por trás da Cortina” que manuseia os cordéis do poder. [consulte o original]

Bilderberg 2007: Bem-vindo à orla lunática

A delegação deste ano irá incluir, uma vez mais, todos os mais importantes políticos, empresários, banqueiros, comissários europeus e executivos da imprensa corporativa do Ocidente. A estes juntar-se-ão os principais representantes da realeza europeia, liderados pela Rainha Beatriz, a filha do fundador da Bilderberg e ex-Nazi príncipe Bernhard da Holanda, Etienne Davignon, presidente da Bilderberg, e Suez-Tractebel da Bélgica, vice-presidente. De acordo com a lista do comité da Bilderberg, a que este autor teve acesso, confirmam-se os seguintes nomes como conferencistas oficiais da Bilderberg para a conferência deste ano (em ordem alfabética):

George Alogoskoufis, ministro da Economia (Grécia); Ali Babacan, ministro para os Assuntos Económicos (Turquia); Edward Balls, secretário do Tesouro (Reino Unido); Francisco Pinto Balsemão, presidente e CEO, IMPRESA, S.G.P.S.; ex-Primeiro Ministro (Portugal); José M. Durão Barroso, Presidente, Comissão Europeia (Portugal/Internacional); Franco Bernabé, vice-presidente, Rothschild Europa (Itália); Nicolas Beytout, editor-chefe, Le Figaro (França); Carl Bildt, ex-Primeiro Ministro (Suécia); Hubert Burda, editor e CEO, Hubert Burda Media Holding (Bélgica); Philippe Camus, CEO, EADS (França); Henri de Castries, presidente da direcção e CEO, AXA (França); Juan Luis Cebrian, Grupo PRISA grupo de media (Espanha); Kenneth Clark, membro do Parlamento (Reino Unido); Timothy C. Collins, director sénior e CEO, Ripplewood Holdings, LLC (EUA); Bertrand Collomb, presidente, Lafarge (França); George A. David, presidente, Coca-Cola H.B.C. S.A. (EUA); Kemal Dervis, Administrador, UNDP (Túrquia); Anders Eldrup, presidente, DONG A/S (Dinamarca); John Elkann, vice-presidente, Fiat S.p.A (Itália); Martin S. Feldstein, presidente e CEO, Organização Nacional para a Pesquisa Económica (EUA); Timothy F. Geithner, presidente e CEO, Banco da Reserva Federal de Nova Iorque (USA); Paul A. Gigot, editor da página Editorial, The Wall Street Journal (EUA); Dermot Gleeson, presidente, AIB Group (Irlanda); Donald E. Graham, presidente e CEO, The Washington Post Company (EUA); Victor Halberstadt, professor de Economia, Leiden University; ex-secretário honorárioa da reuniões da (Holanda); Jean-Pierre Hansen, CEO, Suez-Tractebel S.A. (Bélgica); Richard N. Haass, presidente, Concelho para as Relações Externas (EUA); Richard C. Holbrooke, vice-presidente, Perseus, LLC (EUA); Jaap G. Hoop de Scheffer, secretário geral, OTAN (Holanda/Internacional); Allan B. Hubbard, assistente do presidente para a política económica, director do Concelho Económico Nacional (EUA); Josef Joffe, editor-chefe, Die Zeit (Alemanha); James A. Johnson, vice-presidente, Perseus, LLC (EUA); Vernon E. Jordan, Jr., director sénior, Lazard Frères & Co. LLC (EUA); Anatole Kaletsky, editor, The Times (Reino Unido); John Kerr of Kinlochard, delegado presidencial, Royal Dutch Shell plc (Holanda); Henry A. Kissinger, presidente, Kissinger Associates (EUA); Mustafa V. Koç, presidente, Koç Holding A.S. (Túrquia); Fehmi Koru, escrivão sénior, Yeni Safek (Túrquia); Bernard Kouchner, ministro dos Negócios Estrangeiros (França); Henry R. Kravis, fundador associado, Kohlberg Kravis Roberts & Co. (EUA); Marie-Josée Kravis, sócia sénior, Hudson Institute, Inc. (EUA); Neelie Kroes, comissário, Comissão Europeia (Holanda/Internacional); Ed Kronenburg, director do Gabinete para a Privacidade, sede da OTAN (Internacional); William J. Luti, assistente especial do presidente para as políticas de Defesa e Estratégia, Concelho de Segurança Nacional (EUA); Jessica T. Mathews, presidente, Carnegie Endowment for International Peace (EUA); Frank McKenna, embaixador dos EUA, membro do Grupo Carlyle (Canadá); Thierry de Montbrial, presidente, Instituto Francês para as Relações Internacionais (França); Mario Monti, presidente, Universita Commerciale Luigi Bocconi (Itália); Craig J. Mundie, técnico-chefe para Estratégia e Política de Desenvolvimento Avançadas, Microsoft Corporation (EUA); Egil Myklebust, presidente da Direcção SAS, Norsk Hydro ASA (Noruega); Matthias Nass, editor delegado, Die Zeit (Alemanha); Adnrzej Olechowski, líder da Plataforma Cívica (Polónia); Jorma Ollila, presidente, Royal Dutch Shell plc/Nokia (Finlândia); George Osborne, chanceler de Exchequer (Reino Unido); Tommaso Padoa-Schioppa, ministro das Finanças (Itália); Richard N. Perle, sócio residente, American Enterprise Institute for Public Policy Research (EUA); Heather Reisman, presidente e CEO, Indigo Books & Music Inc. (Canadá); David Rockefeller (EUA); Matías Rodriguez Inciarte, vice.presidente executivo, Grupo Banco Santander, (Espanha); Dennis B. Ross, director, Washington Institute for Near East Policy (EUA); Otto Schily, ex-ministro da Administração Interna; membro do Parlamento; membro da Comissão para os Negócios Estrangeiros (Alemanha); Jürgen E. Schrempp, ex-presidente da comissão de gestão, DaimlerChrysler AG (Alemanha); Tøger Seidenfaden, editor-chefe executivo, Politiken (Dinamarca); Peter D. Sutherland, presidente, BP plc e presidente, Goldman Sachs International (Irlanda); Giulio Tremonti, vice-presidente da Câmara dos Deputados (Itália); Jean-Claude Trichet, governador do Banco Central Europeu (França/Internacional); John Vinocur, correspondente sénior, International Herald Tribune (EUA); Jacob Wallenberg, presidente, Investor AB (Suécia); Martin H. Wolf, editor associado e comentador da secção de Economia, The Financial Times (Reino Unido); James D. Wolfensohn, enviado especial do Envoy for the Gaza (EUA); Robert B. Zoellick, secretário de Estado delegado (USA); Klaus Zumwinkel, direcção da comissão de gestão, Deutsche Post AG (EUA); Adrian D. Wooldridge, correspondente estrangeiro, The Economist.

Entre os nomes que surgem na lista inicial de convidados a que este jornalista acedeu em Janeiro de 2007, realçam-se os nomes do agora caído em desgraça John Browne, executivo chefe da British Petroleum (BP, ndt) e o também caído em desgraça e despedido ex-chefe do Banco Mundial, Paul Wolfowitz. Será interessante verificar se algum um destes homens irá comparecer na reunião Bilderberg de 2007. Os Bilderbergers não têm qualquer problema no que diz respeito à aceitação de criminosos no seu seio desde que os seus feitos sejam levados a cabo longe dos olhos e do escrutínio públicos. Uma vez expostos, os prevaricadores são normalmente descartados. Lorde Conrad Black, ex-chefe executivo do Hollinger, grupo de comunicação social, é um caso a realçar.

Dois outros nomes da lista original datada de Janeiro de 2007 irão também erguer algumas sobrancelhas. Um deles é Bernard Kouchner, o recém nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Direita de Nicolas Sarkozy, da França. Kouchner foi um dos fundadores da ONG Médicos Sem Fronteiras. Esteve ausente na reunião Bilderberg de 2006 em Ottawa, no Canadá. Terá sido a sua posição no governo planeada antes das eleições nacionais francesas? O meu dinheiro, na aposta para o prémio da aparição surpresa do ano vai para Moahmood Sariolghalam, professor associado de Relações Internacionais, Escola das Ciências Económicas e Políticas, Universidade Nacional do Irão. O que faz um iraniano numa conferência da Bilderberg controlada pela aliança da OTAN? Saberemos em breve. A reunião da Bilderberg de 2007 será, de facto, uma bela altura para olharmos para os bastidores. [consulte o original]

Terminou a reunião de 2007 da Bilderberg

Já se pôs o Sol na Bilderberg 2007. Após um sumptuoso almoço a esmagadora maioria dos bilderbergers irão regressar aos seus países de escolha munidos com instruções frescas e precisas da Comissão de Coordenação sobre como prosseguir encobertamente a expansão de poderes do Governo Mundial Único. Entre os delegados deste ano encontramos Henry Kissinger; Henry Kravis da KKR; Marie Josee Kravis do Instituto Hudson; Vernon Jordan; Etienne Davignon, presidente da Bilderberg; a rainha Beatriz da Holanda, filha de um dos fundadores, príncipe Bernhard, e ainda os rei e rainha de Espanha.

Sendo uma interrogação retórica, alguém me pode explicar como é que os “bons” liberais tais como John Edwards e a Hillary Clinton bem como os “benfeitores” humanitários com projectos sociais múltiplos em curso como os Rockefeller e cada Casa Real da Europa podem participar perenemente nas reuniões da Bilderberg sabendo de antemão que o objectivo final deste desprezível grupo é a criação de um Império Mundial, um Império Fascista?

Como poderá ser orquestrado? A ideia é fornecer, a cada país, uma constituição política e uma estrutura económica apropriadas organizadas com os seguintes propósitos: (1) Colocar o poder político nas mãos de pessoas escolhidas a dedo e eliminar os intermediários. (2) Estabelecer uma concentração máxima das indústrias e suprimir toda a competição indesejada. (3) Estabelecer um controlo absoluto sobre os preços de todos os bens e matérias-primas. [Algo que a Bilderberg torna possível através do seu controlo férreo sobre os Banco Mundial, FMI e a Organização Mundial do Comércio] (4) Criar instituições judiciais e sociais que previnam qualquer tipo de acção vinda dos extremos.

Não é privada mas é secreta

Apesar de os participantes enfatizarem que participam na reunião anual do clube como cidadãos privados e não na sua capacidade oficial ou governamental, essa afirmação é dúbia – principalmente tendo em conta a deliberação da Chatham House e a Lei Logan, nos Estados Unidos, que considera completamente ilegal representantes eleitos encontrarem-se privadamente com empresários influentes para debaterem e conceberem políticas públicas.

As reuniões da Bilderberg seguem um protocolo tradicional fundado em 1919 no seguimento da Conferência de Paz de Paris levada a cabo em Versalhes pelo Real Instituto de Negócios Internacionais (RINI) sedeado na Chatham House, Londres. Embora o nome Chatham House seja normalmente utilizado quando se refere ao instituto, o Real Instituto de Negócios Internacionais é o braço executivo da monarquia britânica no que diz respeito aos negócios estrangeiros.

De acordo com as normas do RINI, “quando uma reunião, ou parte dela, decorre ao abrigo da Chatham House, os participantes têm a liberdade de utilizar a informação recebida mas não podem ser reveladas nem a identidade ou a filiação do(s) orador(es), nem as de qualquer outro participante; nem pode ser mencionada que informação foi recebida no decorrer de uma reunião do Instituto.”

A Lei Logan foi criada com a intenção de proibir os cidadãos dos Estados Unidos sem autoridade relevante de interferirem nas relações entre os Estados Unidos e governos estrangeiros. Aparentemente não foram levados a cabo quaisquer processos ao abrigo desta lei no seu historial de quase 200 anos. Contudo, ocorreram umas quantas referências judiciais a esta lei e não é invulgar esta ser utilizada como arma política. O que não quer dizer que os cidadãos privados se safem de qualquer consequência quando visitam ou interagem com países estrangeiros.

Entre aqueles que participaram nas reuniões do Clube Bilderberg e desafiaram a Lei Logan encontramos: Allen Dulles (CIA); Sen. William J. Fulbright (do Arkansas, académico de Rhodes); Dean Acheson (secretário de Estado de Truman); Nelson Rockefeller e Laurence Rockefekker; Gerald Ford (ex presidente); Henry J. Heinz II (presidente da companhia H.J. Heinz); Thomas L. Hughes (presidente do Carnegie Endowmnent for International Peace); Robert S. McNamara (secretário da defesa de Kennedy e ex presidente do Banco Mundial); William P. Bundy (ex presidente da Fundação Ford e editor do jornal do Council on Foreign Relations); John J. McCloy (ex presidente do Chase Manhattan Bank); George F. Kennan (ex embaixador dos EUA na União Soviética); Paul H. Nitze (representante do Schroeder Bank – Nitze teve um papel proeminente no que diz respeito a acordos sobre controlo de armas, sempre sob a jurisdição do RINI); Robert O. Anderson (presidente da Atlantic-Richfield Co. e presidente do Aspen Institute for Humanistic Studies); John D. Rockefeller IV (governador da Virgínia Ocidental, actualmente senador dos EUA); Cyrus Vance (secretário de Estado de Cárter); Eugene Black (ex presidente do Banco Mundial); Joseph Johnson (presidente do Carnegie Endownment for International Peace) [em português não existe tradução diferencial para “president e “chairman” – ndt]; Henry Ford III (presidente da Ford Motor Co.); Gen. Andrew J. Goodpaster (ex comandante supremo dos Aliados na Europa e posteriormente superintendente da Academia West Point); Zbigniew Brzezinski (conselheiro para a segurança nacional do presidente Carter, fundador da Comissão Trilateral); Gen. Alexander Haig (outrora comandante europeu da OTAN, ex assistente de Kissinger e posteriormente secretário de Estado de Reagan); James Rockefeller (presidente, First National City Bank).

Conclusões da Bilderberg 2007

Graças às nossas fontes internas presentes na conferência, compilamos aquilo que acreditamos ser um modelo minucioso e credível das conclusões da Bilderberg 2007. Estamos a trabalhar em contra-relógio para divulgar esta informação. O nosso relato sobre Robert Zoellick da passada quinta-feira foi confirmado pelo Financial Times quando este respeitado periódico anunciou na primeira página do dia 2 de Junho, 2007, que “Robert Zoellick é o novo chefe do Bacno Mundial.” Nós, claro está, já o sabíamos. Os assuntos com os quais estamos a lidar tratam da fúria dos bilderbergers europeus devido à mudança de Bush no que diz respeito à temática climática, a próxima reunião do G8 em Heiligendamm, na Alemanha, na qual Merkel e os seus aliados da Bilderberg europeia se irão posicionar como verdadeiros líderes no que diz respeito ao ambiente. Os bilderbergers europeus manifestaram-se incomodados por a reunião Bilderberg pré-G8 não ter conseguido resolver e conciliar pontos de vista contraditórios sobre este assunto. Como foi referido por um participante alemão, “Isto requer actos de acrobacia diplomática, algo que infelizmente não abunda nada na actual administração dos EUA.”

Outra grande preocupação tanto para os bilderbergers americanos e europeus é o actual músculo da Rússia que se encontra a vergar a questão energética. A licença TNK-BP é apenas um dos muitos sinais que andam a enfurecer a elite globalista. Após anos de estagnação económica, afirmou um bilderberger americano, “A Rússia está a mover-se contra as ideologias e politicas unipolares, contra as suas manifestações e maquinações ressurgidas recentemente, e contra os instrumentos da sua perpetuação, tais como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).” A Bilderberg 2007 serviu para a construção de um consenso que irá decidir a política e a estratégia comum que irão lidar com o ressurgimento da Rússia.

Outro tema de discussão teve a ver com o Afeganistão. Foi de concordância geral dos conferencistas que a aliança e a missão da OTAN lideradas pelos EUA se encontram num pântano e que “a situação está a piorar.” Os bilderbergers irão urgir à OTAN e aos EUA que decidam os verdadeiros objectivos da sua missão – desenvolvimento económico ou a caça à al-Qaeda e aos Taliban.

Por fim, preparem-se para a nova frase do léxico da realpolitik que dentro em breve terá a sua festa de estreia – “consumo sustentável”, para definir uma aproximação mais humana ao aquecimento global.

Estamos a trabalhar no relatório completo da Bilderberg 2007. [consulte o original]